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Mostrando postagens de julho, 2026

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  Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada deste teu mal. Eu tinha treze anos e estava no intervalo, no recreio da escola. Estava ali conversando com as amiguinhas perto dos campinhos de futebol. De uniforme, claro. Escondidos embaixo de uma blusa grande, os seios que estavam crescendo. Por baixo da calça, um absorvente. Daqueles tijolos da época. Grandes e desconfortáveis. Fazia menos de 2 anos que eu havia menstruado aos onze. Nessa idade eu era só uma menina me transformando enquanto me achava esquisita e não entendia bem as transformações. Tomava buscopan para as cólicas e tinha queda de pressão.  Eu tinha treze anos e estava conversando com as amiguinhas no recreio. De repente, apareceram três meninos correndo e gritando e, ao passar atrás de mim, enfiaram a mão lá. Sim, lá entre as pernas, por trás. Eu já estava desconfortável com aquele absorvente… a mão ali foi um estopim. Explodi. Gritei. Xinguei. Chorei. Chamaram meus pais na escola. Eu tinha treze anos e di...

pausa

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  O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela.   A chegada aos enta é reveladora e brutal. Doppia década de mudanças e definições Pela primeira vez em tantos anos de relacionamento, me sinto insegura. Não sei se é porque aos enta a consciência de estar envelhecendo fisicamente chega pra ficar. Não sei se é porque há pouco tempo passei por uma cirurgia pela primeira vez. Não sei se são os hormônios em suas festinhas particulares. Mas pela primeira vez desde que começamos a nos frequentar, sinto alguma insegurança. Sou casada com um homem interessante, bonito, que vai à academia religiosamente todo dia. Ele é mais novo e isso nunca foi um problema. Mas agora, de alguma forma, é. Meu rosto no espelho, cheio de marcas. Eu não sei porque é um problema. Mas de alguma forma é. Envelhecer é um processo solitário, mesmo quando estamos juntos. Tenho a sensação de tempo acabando e gostaria de ter mais tempo pra vive...

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  Vê-se que os homens não sabem, nem podem adivinhar o que vai no coração de uma mulher. No livro das histórias de decepção ligadas a figuras masculinas, talvez o anjinho barroco seja um dos personagens mais ímpares. E não porque ele me prometeu mundos e fundos e, no final, foi só mais um inútil sem serventia nem pra sexo. Mas porque eu não imaginava que pudesse existir algo tão pequeno e que alguém pudesse morrer de forma tão idiota. Um forno e uma coifa dako. Caíram em cima do putto. E era uma vez uma estátua grega. Caiu. Quebrou. Deixou uma viúva grávida e duas crianças pequenas. Fim. A história mais surreal sobre gente conhecida que ouvi até hoje. Estava fazendo mudança e morreu vítima de um forno e uma coifa dako. Fiquei anos sem ver nem ouvir falar nele. Até que uma conhecida que eu também não via há anos apareceu contando aquela história dos eletrodomésticos dako. Sim. O menor pau do mundo morreu vítima dos dako enquanto fazia mudança. Visualizei essa cena, o negocinho, e ri...