18
Silence.
Acho que o dia mais absurdo foi uma sexta à noite com desfecho diferente. Mais agressivo. Inconsentido. Inconsciente. Chovia e havíamos saído para assistir a um jogo com os amigos dele num bar. Álcool vai, álcool vem... as prorrogações acabam, o bar fecha. Era fim de noite quando passamos num daqueles drive thrus que ficam abertos na madrugada, próximos ao setor de motéis. Enquanto esperávamos o lanche, ele abriu a calça e colocou o pau duro para fora. Com a mão esquerda, mexeu um pouco ali, aquela punhetada básica enquanto a mão direita mencionava me puxar pelo pescoço em direção àquele pau duro.
Não! A gente tá na fila do drive. Depois, agora não! Ele então me deu um tapa na cara. Sem muita força, mas um tapa. Fiquei sem reação. Congelei. Não consegui esboçar nenhuma reação. E claro, ele não parou... ao contrário, a força da mão direita aumentou, me puxou. Vem cá! Chupa logo! Tô te bancando a noite toda... chupa logo seu macho. Chupei. Vai, tô filmando, olha... pra todo mundo ver que você faz isso em qualquer lugar. Tentei levantar a cabeça, sua mão direita não deixou – nem mesmo quando o carro parou na cabine para pegar o lanche.
Minha sensação era que ele queria me humilhar. Ao sairmos do drive rumo ao motel, ele soltou minha cabeça e pude tirar o pau da boca, levantar e respirar aliviada. Xiii....!!! Messalina! Toma uma coca, come uma batatinha e não reclama. É minha, posso filmar me pagando boquete! Lembro que meu olho encheu de lágrimas quando ele disse isso, mas tomei alguns goles da coca, comi algumas batatinhas. Em pouquíssimo tempo, estávamos num quarto. E ali começou o pesadelo. O tormento que eu não pude antever?
Um início inocente. Normal. Eu estava colocando a bolsa na mesinha de canto quando ele me deu um tapa na bunda. Fica de quatro e me diz que posso fazer o que quiser. Vai! Me deu um tapa, como se me empurrasse para a cama. Vai lá! Apesar de um pouco sem jeito, fui. Fala! Tira essa calcinha, empina e fala! Diz que posso fazer o que quiser! Fiz o que ele pediu. A recompensa imediata foi mais um tapa na bunda. Ele fotografou sem que eu pudesse dizer não. Gostosa! Outro tapa e enfiou o dedo na buceta, ensaiou enfiar no cu... Vou meter muito nesse teu rabo.
Deixa as meias! A esta altura, eu estava nua, só de meias, de quatro na cama. Continua assim putinha! Ele largou o celular, tirou a camisa, ajoelhou atrás de mim, abaixou as calças e encostou o pau duro ali na minha bunda, na entrada do cuzinho, ensaiando entrar. Eu? Ensaiei sair, sem permitir avanço... e ele então me deu um empurrãozinho de forma que eu caísse de bruços na cama. Nua. De meias. Traje social perfeito para minha primeira vez.
Você vai entender o que vou dizer agora. Você já deu de bruços? Então sabe o que quero dizer. Ele afastou um pouco minhas pernas daquele jeito que eles fazem... e encostou a cabecinha, ao mesmo tempo em que apertava meu peito contra a cama. Vai me negar a bunda? Depois de 6 meses saindo contigo e te bancando!? Cuspiu na minha cara. Ele ficou transtornado quando eu disse não. O moço educado sumiu. Plim! Colocou os braços ao redor do meu pescoço, apertando. Qual o nome daquele golpe mesmo? Só sei que sufoca e as pessoas desmaiam. Apertou um pouco. Comecei a ficar sem ar. Vai me negar a bunda? Cuspiu na minha cara e apertou um pouco mais meu pescoço. Abre a perna! Cuspiu de novo na minha cara. O que eu podia fazer? Eu havia negado, afinal nunca havia feito. Seria ali, daquele jeito, sem nenhum preparo? Vai me negar a bunda? Ele afastou mais um pouco as minhas pernas daquele jeito que eles fazem e meteu de uma vez. Tentei gritar e não consegui. Me faltou voz. Me faltou ar.
Vai negar? Neguei, pois nunca havia feito. Ele tomou o que era dele, e dane-se minha negativa. Enfiou de uma vez... segurei o choro, o grito. Ele cuspiu na minha cara. Meteu até gozar. Vem cá meu depósito de porra! Me senti uma merda, um depósito de porra como ele passou a me chamar a partir dali. Camisinha tornou-se item dispensável, agora que ele gozava no cu. Tentei gritar e não consegui. Me faltou voz. Me faltou ar. Sufocava enquanto escorriam algumas lágrimas e ele enfiava até o fundo.
Foi nossa primeira vez sem camisinha. Foi também minha primeira enrabada. A partir dali, ele gozava sempre na boca ou no cu, ainda que antes metesse na buceta. Camisinha para quê, né? Não vai engravidar hein! Não sei quanto tempo fiquei ali deitada depois. Enquanto ele tomava uma chuveirada, abria uma cerveja e acendia um cigarro. Ele sentou na cama. Passou a mão na minha bunda e… apertou um pouco. Vai me negar a bunda de novo, piranha? Cuspiu na minha cara e apertou um pouco mais. Abre a perna! Cuspiu de novo na minha cara.
O que eu podia fazer? Deitada de costas com um faixa preta montado em cima de mim com o pau duro encaixado. Senti a dor daquele pau entrando a seco enquanto eu tentava respirar. Rasgou. Lógico que rasgou. Além de ter o pau grande, ele estava raivoso. O tesão dele parecia aumentar cada vez que eu quase desmaiava. Ele soltava meu pescoço. Eu respirava um pouco. O ritmo das estocadas diminuía. Graças a deus está calmo, devagar, pensava eu, iludida. De repente, enfiava até o fundo com força, ao mesmo tempo em que voltava a apertar meu pescoço. Eu tinha o impulso de gritar ao sentir aquele pau entrando... e não conseguia, por falta de ar. Isso se repetiu algumas vezes. Vou encher esse seu cu de porra, sua vadia! Eu como esse cu quando eu quiser! Toma!
Quando ele afrouxou os braços ao redor do meu pescoço, eu estava a um milionésimo milisegundo de desmaiar, sem ar... Quase apaguei, mesmo. Ele levantou. Fiquei ali jogada na cama. Depois de tudo fiquei ali deitada durante não sei exatamente quanto tempo. Ele se levantou e foi tomar uma chuveirada, acender um cigarro, abrir uma cerveja. Eu permaneci ali, incrédula. Algum tempo e um tapa na bunda depois... Fica de 4,cadela! Respirei fundo... ele puxou meu cabelo. Anda! Ficou faltando essa bucetinha gostosa. Fica de quatro logo! Sequei a lágrima que escorria e fiquei. Ia fazer o quê? Estávamos os dois, sozinhos, num quarto de motel. Fiquei. Ele meteu forte, enfiando até o fundo. Não vai engravidar hein!
Vem aqui pra banheira, vem. Levantei e fui. Segurei o choro e a vontade de chorar. Respirei fundo. Fui. Agi como se estivesse tudo bem. Ele ainda comeu um pouco minha buceta. Parou e levantou antes de gozar. Me puxou pelos cabelos e me colocou ajoelhada. Usou minha boca como buraco. Gozou. Me deu um tapa na cara. Engole a minha porra! Foi a penúltima coisa que ele disse. Cavalheiro, não?
Acontece. Infelizmente.
No som?
O Mundo é Um Moinho interpretada por Ney Matogrosso.