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 Serei o teu grito no delírio e também devassidão se necessário.







Ele é a pessoa com quem eu mais gozei nessa vida. Eu gosto de transar com ele como nunca gostei antes, de uma forma que nunca senti antes. Parece papo de jovem deslumbrada com o primeiro amor, mas é a constatação de uma coroa bem vivida e bem comida. Nunca fui santa, não foi por falta de experiência que não gozei mais com outros. Foi por falta de excelência da classe masculina e por sobra de socialização feminina da minha parte mesmo. É o puro suco da socialização achar que deve agradar mesmo sem estar sendo agradada, não é? A gente tolera muita coisa que não devia e desperdiça tempo que deveria estar sendo usado com prazer.


Num meio qualitativamente ruim, encontrei um exemplar bem gostosinho de foda. Ele é a pessoa com quem eu mais gozei nessa vida e não é por acaso. Pra ele, sexo é uma degustação… e degustar envolve a boca. Uma raridade chamada homem que sabe onde fica o clitóris e que gosta de massagear o bichinho com a língua, ritmadamente. Uma raridade que gosta de massagear até ali onde o sol não bate com a língua. Um homem que sabe degustar um cu e que, exatamente por isso, continua podendo degustá-lo quando quiser. 


Não sou uma jovem mística que acredita em príncipe encantado vegano. Gostávamos da carne. Gostamos. Ah, aquele cogumelinho rosado perfeito que eu gostava de colocar na boca! Como era bom vê-lo se contorcendo de prazer enquanto era chupado. Com vontade. Merecidíssimo. Eu gostava de vê-lo tendo prazer, tanto quanto ele gostava de me ver derretendo. Morri por alguns segundos tantas vezes com ele… É uma conta injusta, se comparar com qualquer outra pessoa que já passou na minha vida. E só é assim porque ele é único. 


Pra além de prestar atenção em mim, nas minhas reações, ele realmente gostava da coisa. Já viu a larissinha à la Claudia Ohana, entusiasta da preservação. Já a viu meio capô de fusca. Mais lolita. Jamais foi deselegante. Nunca reclamou dos meus pelos pubianos, ou da depilação, ou da aparência. Era sempre gostosa isso, vem cá aquilo. E com aquela voz… ah, aquela voz de narrador! Aquele tom de voz que vai se ajustando às respostas corporais, ao momento. A gente só se abre, molhadamente. Risos.


Um gostoso. Não só na atuação, desempenho, vigor… ufa!... como também fisicamente, na aparência. Dá conta do recado de uma forma tão única, que o fato de ter a bunda masculina mais perfeita que eu já vi é somente um plus. O rosto, aquela boca, aquele sorriso, os olhos verdes nos quais eu mergulhava. O braço, aquele ombro, as costas. A covinha chegando na bunda masculina mais perfeita que eu já vi. Repetitivo, mas real. É bom ser degustada por um homem bonito. Vai além do sentir, é bom também de olhar, pegar. Gente que se cuida sem neurose é uma delícia. 


Eu fico completamente à vontade com ele. Me sinto bonita. Me sinto gostosa. Me sinto gostando. Acho que nunca gostei tanto, e também acho que já disse isso. Risos. Ou algo parecido com isso. Me sinto entregue, e estar entregue tem tudo a ver com experimentar, com se abrir… 



















Desculpa o silêncio.

Pensei nele e fiquei sem palavras.

Risos.

Um gole pra retomar a fala.


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