Postagens

Mostrando postagens de janeiro, 2026

18

  Silence. Acho que o dia mais absurdo foi uma sexta à noite com desfecho diferente. Mais agressivo. Inconsentido. Inconsciente. Chovia e havíamos saído para assistir a um jogo com os amigos dele num bar. Álcool vai, álcool vem... as prorrogações acabam, o bar fecha. Era fim de noite quando passamos num daqueles drive thrus que ficam abertos na madrugada, próximos ao setor de motéis. Enquanto esperávamos o lanche, ele abriu a calça e colocou o pau duro para fora. Com a mão esquerda, mexeu um pouco ali, aquela punhetada básica enquanto a mão direita mencionava me puxar pelo pescoço em direção àquele pau duro. Não! A gente tá na fila do drive. Depois, agora não! Ele então me deu um tapa na cara. Sem muita força, mas um tapa. Fiquei sem reação. Congelei. Não consegui esboçar nenhuma reação. E claro, ele não parou... ao contrário, a força da mão direita aumentou, me puxou. Vem cá! Chupa logo! Tô te bancando a noite toda... chupa logo seu macho. Chupei. Vai, tô filmando, olha... pra t...

17

  Non, je ne regrette rien . num Acústico MTV Parece surreal pensar naquele dia hoje, com o distanciamento proporcionado pelo tempo. Subi e desci as escadas tantas vezes naquele dia. Perdi a conta! Apesar de parecer uma coisa totalmente absurda… o que vou narrar vai além de qualquer fantasia. Subi e desci tantas vezes que perdi a conta. Subia, descia, me encolhia em um canto. Sobretudo, torcia para não encontrar nenhum vizinho. Como ia explicar aquela falta de trajes nas escadas? Tá tudo bem sim, apenas gosto de subir e descer escadas nua . Oi? Qual a alternativa? Me fazer de louca? Deveria falar a verdade? A gente estava transando e, de repente, ele parou de me comer porque queria um boquete. Deu um tapa na minha cara. Tapinha leve, sem muita força. Me chupa, puta ! Segurou meu cabelo, fez com que eu ajoelhasse e ficou ali, fodendo minha boca alguns minutos. Segurava meu cabelo, minha cabeça, guiando para que acontecesse no ritmo que ele queria. Puta ! Olha pra mim enquanto eu goz...

16

  Matamos o tempo, o tempo nos enterra. A vítima perfeita. Eu não era. E talvez por isso nunca me enxergaram murchando, morrendo. Não aconteceu de um dia para o outro. Foi um processo. Ninguém quis enxergar. Lasciva, eu não era a vítima perfeita. As máscaras que adotamos para sobrevivermos ao desamparo nos trazem benefícios ou nos aprisionam? Bicho do mato quieto, insensível. Devoradora de homens. A máscara da mulher forte, distante, me aprisionava e impedia que os outros vissem. Impedia que eu enxergasse, agisse, acordasse.  Nos nossos últimos meses juntos, eu acordava todas as manhãs pedindo por sinais do que fazer em relação a ele e a mim mesma. Apesar das marcas, precisava de um sinal, uma ajuda divina. Por algum tempo, me perguntei se o modo como as coisas se iniciaram entre nós tinha determinado o tipo de relação que tínhamos. A gente se conheceu numa festa e transamos naquela noite, oras. Não tem nada demais nisso. Tem? A resposta estava estampada no espelho.  Olha...

15

  Hoje, não tenho frases. Põe Paint it Black no som e aprecie. Não seja assim, esse tipo de pessoa ridícula, desnecessária. Você está mesmo me interrompendo e me perguntando tanto tempo depois? Você está sendo desnecessária dessa forma? Tem certeza que quer saber o que está me perguntando? Pausa dramática para minha cara de incredulidade e olhar de nojinho antes de dizer sonsa!  Sabe em que momento eu deixei de ser sua amiga? De te considerar qualquer coisa? De só te encontrar em turma, quando ia encontrar as meninas? Depois daquele dia, na casa do fulano. Lembra? Você veio me acordar. Me chamar para ir embora. Cutucando meu ombro. E dando lição de moral, como sempre. Vamos, você não precisa disso … Lembra? Eu lembro. Em algum momento, durante seu sermão, você considerou que eu pudesse não estar bem? Olhou para mim? Eu tinha bebido muito. Procurei um lugar para deitar. Chapar até melhorar para voltar para o churrasco. Acordei com o fulano em cima de mim. O pau dele encostado ...