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Mostrando postagens de outubro, 2025

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       Had I not created my whole world. I would certainly have died in other people’s. Na primeira vez que saímos, teve um dilúvio na asa norte. Fomos a um bar, jogamos sinuca. À la Eduardo e Mônica, eu tomava blood mary enquanto ele pedia suco de laranja e quibe grelhado. Sim, grelhado. Tem menos gordura que o frito. E sim, eu também quase revirei o olho, mas ele era tão bonito, interessante… Fiquei. Quando entramos no carro pra ir embora, a enxurrada. Ficamos presos num estacionamento da asa norte, dentro do carro. A pegação de dois semi desconhecidos cheios de tesão é tão gostosa… Só não dei pra ele ali mesmo, em meio ao dilúvio, porque me encontrava invadida pelo exército vermelho. Quase dezessete anos depois daquele boquete na chuva torrencial, nos enviávamos mensagens sexuais no meio do dia. Eu gostava de incitá-lo, de agradá-lo. Naquele dia repetimos esse hábito, mas o desfecho foi diferente. A gente se enviava mensagens na sexta, co...

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  Little girl, I’m thinking that one of the very gladdest jobs you ever did has been done to-day. Não sei ao certo quantos anos eu tinha. Algo entre 6 e 7, talvez. Já ia pra escolinha. Era pequena o bastante pra entrar embaixo de uma cama com certa facilidade e depois ficar presa lá, sem conseguir sair ou respirar. Minha primeira crise de pânico aconteceu um pouco mais cedo do que deveria e eu não lembrava dela até recentemente. Eu era um pouco maior do que minha sobrinha. Ela tem 3 anos e receio que passe por algo semelhante. Morro de medo! Nenhum ser tão pequeno merece ter taquicardia e parada respiratória ao mesmo tempo... Não sei o que me curou. Também não sei se posso afirmar estar curada. Controlar a respiração ajuda e quem me ensinou isso foi a ioga. Sabe aquela coisa sem contraindicação? É ela! Não é um exercício físico, mas uma filosofia de vida que trabalha corpo e mente ao mesmo tempo. Trabalha o emocional e nos ajuda a agir em direção ao equilíbrio. Ioga traz relaxament...

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                                                      Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo.  Eu quis me matar muitas vezes. E quase me matei. Quase. Fiquei internada e hoje estou aqui. Ela está querendo chamar atenção foi o que a minha progenitora disse na época. Faz todo sentido tomar duas caixas inteiras de tarja preta com vodka pra chamar atenção. Não deu certo, fizeram lavagem, fiquei internada e nunca mais tentei nada do tipo. Achei melhor chamar atenção fazendo vestibular pra mecatrônica e saindo de casa pra morar numa república. Hoje estou aqui, no céu das pessoas boas, cheias de luz e sorrisos, como vocês dizem. Essas que iluminam o ambiente quando chegam. Bom, no meu caso, há controvérsias. Risos. A capricorniana gélida e acolhedora. Um iceberg q...

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  F*ck me badly once, shame on you. F*ck me badly twice, shame on me. Lembro-me exatamente da sensação de tê-lo dentro de mim naquela avenida monumental. No meio da noite, ele parou o carro embaixo de um semáforo.… abaixou as calças, colocou o pinto (duro) pra fora, (entendi o que aquilo significava e tirei a calcinha; estava de vestido), colocou camisinha... enfiou. Algumas estocadas... gozou. Jogou a camisinha pela janela, fechou as calças... olhou pra mim, ligou o carro e me deixou em casa.  Não sei como. Só sei que foi assim. O meu prazer? Acho que só não foi negativo porque o perigo de acontecer alguma coisa talvez me excitasse.  Esse dia cheguei em casa, tomei uma chuveirada, me olhei no espelho e fui pro quarto, onde uma garrafa de vinho barato e um beck me esperavam. Me tranquei ali, liguei o notebook e fui escrever.  Sim, foda-se que era a casa da minha mãe. Dentro do meu quarto me deixem em paz com minha privacidade. Controle, intimidação pelo medo e desres...